O avesso do verso
Gira o mundo descontínuo
O avesso do verso
E quanto mais eu ouso escrever
Mais eu modifico o universo
Dança vento com a valsa
Canta vento, cata-vento!
Leva contigo as minhas chagas
E volte galopando meu sentimento
Que grite a fera
E que gema o homem
Que cesse a guerra
Que sacie a fome
O raio de mudança incidindo
Em cada janela da alma
E que após a tormenta
Eu possa estabelecer a calma
Que o meu verso seja poderoso
Que ele seja gritado pelo nobre
Que ele seja beneficiado com cobre
Que ele ilumine este mundo pobre
O avesso do verso
As palavras de sabedoria
É se libertar das amarras das trevas
E ir de encontro com o raiar do dia
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
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