terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Mais um poemeta para passar o tempo...

O avesso do verso

Gira o mundo descontínuo
O avesso do verso
E quanto mais eu ouso escrever
Mais eu modifico o universo

Dança vento com a valsa
Canta vento, cata-vento!
Leva contigo as minhas chagas
E volte galopando meu sentimento

Que grite a fera
E que gema o homem
Que cesse a guerra
Que sacie a fome

O raio de mudança incidindo
Em cada janela da alma
E que após a tormenta
Eu possa estabelecer a calma

Que o meu verso seja poderoso
Que ele seja gritado pelo nobre
Que ele seja beneficiado com cobre
Que ele ilumine este mundo pobre

O avesso do verso
As palavras de sabedoria
É se libertar das amarras das trevas
E ir de encontro com o raiar do dia

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