
Alguma vez na sua vida você ficou em frente ao espelho ou trancado no quarto com sua "Air Guitar" imaginando ser uma pessoa famosa? Você alguma vez já pensou em estar no lugar de algum ídolo seu? Pois eu já! E posso garantir: não há mal nenhum em sonhar, pelo contrário, só faz bem. Ajuda a levantar a auto-estima e fugir um pouco da decepção da realidade. Mas vale a pena frizar que não se pode viver de ilusão. Como diria o Rei Roberto Carlos, isso pode te deixar maluco ou fazer você entrar no ostracismo. É preciso saber viver...Mas um pouquinho de ilusão não faz mal a ninguém, essa é a real!!!!! Eu, por exemplo, quando garoto queria ser como o Batman, um vongador mascarado fazendo justiça em uma terra sem lei. E foi assim a infância, até a pulberdade, quando larguei os bonecos do homem-morcego e descobri uma diversão nova chamada Rock n' Roll. Já fui Raul Seixas, Elvis, John Lennon, Freddie Mercury, Brian May, Renato Russo, John Bonhan, Axl Rose, Kurt Cobain, Chico Science, Mathew Bellamy, Serj Tankian....Hoje em dia eu queria ser um misto de rockstar e mega empresário rico, tipo um Roberto Justus meio metaleiro, ou melhor, um Mick Jagger (hahahaha). Eu achava que era invenção da minha cabeça, mas a minha tinha suas pretenções qundo guria. Queria ser que nem a Madonna, dá pra acreditar??? Com essa minisséie recente da Maysa, eu pude perceber o olho brilhando de fascínio de minha tia, que provavelmente queria ter uma vida como a da cantora ou algo similar.
Depois de tudo, vejo que não há nada de errado em sonhar ou tentar pelo menos absorver as boas qualidades de algumas celebridades. Mas sempre ressaltando que é vom também a gente ter a nossa vida. Lembro-me de uma conversa entre Willian Shakespeare e um colega das antigas. O colega o indagou o seguinte: "Se você você pudesse ser outra pessoa, quem você seria?". E o escritor respondeu: "Willian Shakespeare!". Vale a pena pensarmos sobre isso. Em suma: devemos sim absorver algo positvo de nossos ídolos, mas sem esquecer daquilo que nos faz diferente dos demais.
Mas saindo um pouco desse lado filosófico me respondam: Quem vocês gostariam de ser nessa vida e porque? A melhor vai ganhar um pirulito. Hahahahaha.

Idealize a seguinte situação: você acaba de ver a menina que você adora de paixão com um cara muito nada a ver, e que ainda zomba de você e de seus colegas nerds que não podem fazer nada para derrubar o valentão. Isso tudo acompanhado com rendimento baixo, notas pífias, seus pais pegando no seu pé o tempo todo...Ai, meu Deus! Tem uma hora que tudo o que você mais quer nessa vida é trancar-se no quarto, ficar horas na frente do micro, ouvindo uma boa música...Sim! MÚSICA. Quando não tínhamos antigamente o recurso da net, a nossa maior diversão era ficar horas ouvindo música, independente do gênero musical de predileção. Eu, por exemplo, amava chegar do Gentil e me trancar no quarto (fazia isso com boas intenções. Hahaha). Tinha os meus CDS prediletos. O mais engraçado é que comecei ouvindo coisas mais antigas, e logo depois, tive o interesse em ouvir coisas mais contemporâneas. Por exemplo: o minha trilha sonora para depressão era o disco do Creedence Clearwater Revival. Sim, amava essa banda mais velha que o Matusalém! Quando queria discontrair botava o A Night At Opera, do Queen. Este disco era da minha mãe, mas ela não o ouvia há um tempão. Na época, havia comprado por causa da música "Love Of My Life", mas se enjoou e deixou o disco de lado. Foi então que me apoderei dele e ficava escutando por horas aos finais de semana. Bohemian Rhapisody era a minha canção predileta. Aprendi até a tocar um pedaço dela no piano. Mas o tempo foi passando, e quanto mais eu crescia, mais curiosidade eu tinha de ouvir novas coisas. Uma coisa não batia muito bem na minha cabeça: ver os meus colegas escutando coisas que no início eu achava repugnante e sem estilo. Cheguei até a mandar essa real. Me chamavam de reacionário e o escambau. Até que um dos meus colegas decidiu me emprestar dois discos que mudariam para sempe meu modo de pensar sobre a contemporaneidade: Nevermind, do Nirvana, e Battle Of Los Angeles, do Rage Against The Machine. Eu pirei. Nunca ouvi tanta explosão, tanta fúria, tanta VERDADE repassada em canções como nesses discos. Eu os classifico como Discos Para Chutar o Pau da Barraca!!!! Hoje em dia empaquei em bandas como Muse e Mars Volta. Mas sem aquela visão reacionária e muito menos com aquela visão de vanguarda. Estou aberto a qualquer tipo de gênero musical, independente da década a qual pertença. Portanto não estranhe se me ver escutando no carro uma música do Bob Dylan e depois uma do System Of A Down. Hahahahahaha. Ao meu ver, música é algo essencial. Não há como não acordar todo o dia e não sintonizar em uma emissora de rádio, a procura de sua música predileta. Seja em disco, em CD oou em MP3, ela vai sempre ter um impacto em nossas vidas e vão representar alguns momentos, sejam alegres ou tristes. Oras, vai me dizer que você não tem a sua playlist de canções que marcaram a sua vida. Pois eu tenho, e gostaria de compartilhar com todos vocês as minhas canções prediletas de todos os tempos....

